terça-feira, 22 de março de 2011

fukushima #01

...
♪
você não tem heroína então usa algafan...
Kevin próximo ao rádio ouvia baixinho essa música e se lembrava de outra, da Elis, que o sol batia na cabeça...
descontrolado, ainda tinha os ferimentos de sua rebeldia, foi arrastado da estação ferroviária totalmente insano, reação adversa a certo tipo de química, que logo depois o fez cair desmaiar e espumar, agora está na sua grandma style velha casa, do hospital, só lembra a imagem do seu caro amigo, triste a chorar,
agora está sozinho, acordou lá, alguém há de voltar, porque sente segurança de alguém na casa...
apesar de tudo, está mais relaxado que nunca, sente como se fosse "exorcizado" ou apenas tivesse tomado um banho de chuva finalmente.
lembrou-se de she lost control (again) e pareceu a si mesmo
há coisas que parecem que retornam e essa idéia nos deixa apavorado...
ele precisa duma casa, dum cachorro sério e de flores no quintal... assim como um insano diz, por mais que se lave as mãos, as unhas nunca se limpam...
so, run my baby run,
corra com sua velocidade máxima, pois isso é o que mais gosta de fazer...
corra, não pule do carro, não salte do cavalo em movimento, não agora, por mais que você queira, so run my baby run...
e o ar da cidade fica mais pesado, o inverno nos encosta na parede, o que irá fazer hijo...
seu perfume não exala, nunca exalou, por mais que@
....,,,,,,,,,.........,,..........,,,,,,,,,,,,....,.,.,.,.,.,.,.,-----------------____-______---__--_-_--
amanheceu agora,
kevin vê o estrago, gigantesco, de olhos caídos
precisa de um tempo, é isso aí
fix me now, i wish you would
dói na cabeça ainda, mas ele sabe que ela sempre dói mesmo
\o\ \o\
salta do carro,
de cabelos compridos,
toca na maçaneta e kevin
ouve a entrar,
logo quando vê seu rosto
sorri

domingo, 20 de março de 2011

wind in her hair


feliz ano novo astrólogico, feliz meu aniversário também...
típico de mim roubar nome de músicas para os meus post, mas esta música merece e tem tudo a ver com hoje... uma música do adorável Motorama... ventos que anunciam o outono...
tudo que tem acontecido está faltando minha opinião... muitas coisas mesmo...
meu amado Japão sofreu sérios danos, fiquei triste por isso mas, fico espantado com a irresponsabilidade deles em ter tantas usinas nucleares, irresponsabilidade ou destino?
Eu acho que... usina nuclear é óbvio o problema delas, é anos 90 critica-las, eu lembro que sempre tive uma impressão o horrível da existência de Angra I e II, bem, que tomem conta delas, porque estas usinas, ainda mais na minha muita querida França, podem dar muitos problemas...
Revolução Árabe, oba! São os países que mais desrespeitam os direitos humanos.
Obama no Brasil, legal... Obama bin laden já diziam...
Estranho eu não ter feito nenhuma ficção, sempre a faço, será que áries vai levar tudo consigo... sei lá...
parece
que algumas coisas, já ficam pra trás
eu já me encanto por novas coisas e consigo ter aquela visão de adulto, que achei que nunca ia ter, de não gostar de chocolate...
de sorrir pra críticas, dizia Hillary Clinton: You! =]
Então, um pouquinho menos de tristeza... talvez, vou ouvir um Mgmt e algo mais feliz, o que será feliz, quero uma arte, boa, das do Van Gogh, daqueles...
vou voar, se for legal, se o tempo estiver limpo, ou se for pra ver a Gávea!

sábado, 5 de março de 2011

fora do alcance

Damien contínuo pensante, sonhador que vive barrado nos seus sonhos terrenos. Sai pela manhã pensando no mundo seu, e encontra sua cidade cinza, pintada toscamente de cal e esquecida pelo Apolo. De tudo o que lhe seduz, nada esteve ao seu alcance, as vezes, em momentos rápidos.
De muito desconforto fugiu muito e encontrou serenidade algumas vezes, pegava seu cachorro e corria com ele, para os lugares mais afastados, mais solitários, mais cheios de vida natural, a vida em si, não uma extensão da máquina da cidade... Apesar de adorar a cidade também, só gostava quando era criança pois não lhe notavam. Com adolescência começou a complicar as coisas, tudo era mais fantástico, cada coisa meio banal, então queria ir além.
Pegou seu carro, vermelho, da cor da velocidade ou ímpeto que ninguém poderia lhe tirar. Guardou um certo dinheiro, encheu o tanque, e andou até meio tanque, para que pudesse ainda voltar... A princípio andou em linha reta mas acabou desviando e entrando e pequenas estradas terra mais interessantes, conhecendo alguns becos, encontrou algumas famílias estranhas pelo caminho, não queria tanto contato, queria mais solidão mesmo mas não evitava um contato casual porque assim o seria.
Dormiu na relva, sempre imaginava sexo num lugar assim, mas ficará para a próxima pelo jeito. E lá ficou a noite, olhando as estrelas, talvez planejando sua vida por um momento, fugindo dos padrões que lhe podiam chegar a vista na cidade, queria o alto. Porque tanto lhe incomodava, conseguia muitas vezes ser chato demais pra si mesmo. No entanto isso lhe incomodava menos do que suportar usar a mesma jaqueta azul em pano cru. Não sabia como tudo ficara tão fora de sua vontade, não sabia mais como não ficar o mais distante.
Dessa vez calava suas críticas por um instante e via o que seria você, por um minuto questionava o que iria além dele e dos outros, talvez seria algo comum. Mas o que tinha certeza é que chegara a conclusões do não queria mais, do que estava velho demais e usaria sua roupa tão excêntrica quanto ele mesmo por falta de alguém mais do que ele. Isso nunca achou que pudesse acontecer, parece que parara no tempo, ou parou em meio a algum delírio que não via mais o que as coisas se tornaram, talvez devesse vivenciar a lentidão de tudo...
A primeira coisa a fazer é, saber que pode voltar...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

chiados e lindas palavras

Ouvindo algo, sentindo-se diferente, achando ainda algo legal... É muito bom se identificar com algo, qualquer algo, mesmice que corroes... Se estares escuro e algum dia clareando a escuridão e curtindo o contraste... Hoje não me forcei muito apenas quis mesmo escrever algo...
Lendo sobre astrologia, curtindo o invisível, o evitado (íssimo) assuntos, seus, só meu, tu.
Partido da emoção até razão, a paz na pele... No olhar de quem, estava afogado nas águas do fim do caminho ou da ignorância do horizonte, da sociedade perdida, quis meu caminho, sempre, não gosto de não tê-lo ou já vê-lo traçado, se quisé-lo fazer, as vezes ficou pra trás, porque eu me perdi em mim mesmo mais um vez, muita presunção né, de quem, do eu, ou do eu de mim mesmo...
Vi agora a pouco: VIRGEM : "A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É " no site astrologia de cordel... A dor, física, da exaustão, da doença e a delícia, do dia, da grama... things don´t have to be this, catch on a better day... diz a virginiana... é, ser o que é, só não ser preso... só, não ouvir a última palavra, tipo, você não e depois você descer de montanha russa: eu siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim...
Bem, e cade a história que devia estar aqui... devo estar direto e muito. Mas quero meus personagens bem ativos e aprontando bastante ou com sono mesmo, até porque como sono a gente fica muito interessante (daí não tenho nenhuma analogia por enquanto mas pensei em quando estou com sono mesmo)...
E quando as coisas ficam velhas, ficam melhores, piores, ou velhas, ou nada... tempo-espaço! preciso entender isso...
que negócio cheio de buracos pra quem carrega nitroglicerina mas quem disse que não serei cuidadoso, serei?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

isso aqui não é página de recados...

mas eu quero, preciso, amarei este livro de aniversário =P
http://www.livrariaunesp.com.br/loja/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=173

bem, como postei, terei que dizer algo né...
Então, de manhã, eu com minha mente voltando muitos anos, ao espírito de 4 anos atrás, ou da infância mesmo, bem infante, sinto estranho, mas um estranho mais diferente, eu quero o livro, eu quero fazer asas... eu quero menos, as vezes tudo é congestionado... cadê o espaço, o silêncio para serem preenchidos...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Talvez eu realmente não queira saber como seu jardim floresce

Tudo parece tão errado aqui de dentro, tão perigoso. Estou aqui preso mais uma vez na minha casa, cheia de neve lá fora, no terror que se torna essa parte da Rússia no inverno.
Está sentado o garoto em sua casa, enquanto seu pai e sua mãe trabalham e ele, inventa o máximo de coisas pra se livrar do tédio...
De manhã, há de cortar uma boa lenha para fazer seu almoço... Sua casa fica na cidade mas, como o gás é caro, seus pais preferem usar lenha. Quanto pior melhor.
Nikolai, gostava de esculpir madeira, mas isso ele achava banal... O que lhe fascinava mesmo era a siderurgia, achava impressionante como construir as mais fantásticas coisas através de ferro e fogo. Porém isso não era pra ele, um cara como ele deveria seguir nas áreas humanas, das artes ou da informática, porque é o que há para os russos no momento, quanto mais delicado e aprimorado seu trabalho mais você era reconhecido, ele não, queria quebrar tudo e construir a coisa mais impossível. Talvez ele preferisse ser operário do que um engenheiro, estava no sangue, mas seu caminho apontava pra outro lado. Um mundo de sarcasmo e ironias que ele não sabia como agir.
Conhecia-o ele, grandes autores, grandes maestros, grandes cachorros mas, isso deixava ele tão no gueto quanto qualquer traficante precoce.
Lhe interessava a natureza, natureza das coisas, até a natureza humana... Mas o desapego ao ser dos últimos tempo ou o valor pela despersonalização...
Pelos mesmos ursos de pelúcia, até mais...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

victory gin

A realidade tem sido relativa ao meu ponto de vista nos últimos anos. O que é real absolutamente não sei se é no coletivo e se necessita ser. Mas gera um desconforto não ter a realidade como nossa aliada.
Eu piro com "essa" realidade há muito tempo mas antes achava que não se podia sair dela, não que hoje eu ache, só penso duas vezes (e meia).
Não sei se isso tem a ver com tristeza, curiosidade ou esquizofrenia; achar as coisas muitas estranhas e achar que só você tem certeza da verdade.
Colocamos uma lente com a qual vemos cada um mundo nosso, que poucas vezes se confunde com mundo de outros. Ontem, eu pensei em que a leitura é uma forma de vício como outras, na qual você só quer fugir de realidade e uma das maneiras mais eficientes de fazer isso. Percebi que era não mais do que isso que eu queria quando lia um livro durante uma hora por exemplo e,. A gente necessita disso fugir da realidade... e tem... tantas outras maneiras de fazer isso mais evidente tipo álcool, tabaco, dormir, dopar, talvez às vezes sexo e trabalho também mas aí depende, porque esse últimos podem ter trazer mais pra realidade ainda, também queremos isso em determinados momentos, quero sentir mais a própria pele, corpo, a vida física, material, labial.
Mesmo assim não fujo do meu ponto de partida da realidade distorcida de se viver e de que se é que é muito invisível e questionada, penso, o que ser o ser, algo construído de muitas outras e isso te torna algo ou uma soma, ou uma soma é algo ou uma soma é as outras coisas ou a coisa nova em si do começo ou algo que se é acrescentado tipo emendas da constituição...
Destruir-se a si mesmo e voltar ao início, talvez seja a forma de voltar a realidade, voltar ao campo de trigo em paisagens pictóricas que parecem bem mais real do que um estacionamento que parecerá sempre não real, ou eu que piro demais com a natureza...
Doente, doença, um meio permanente, às vezes de fugir, escapar... negativamente aceitável e procurando declarado ou não por alguns, seja doença evidente ou não também, realidade essa de farsas mundanas em qual vê-se o o aceitável pra cada qual, qual interesse, qual sonho. Algo triste tudo isso.